Blog com intuito de refletir e avançar no caminho de um projeto de faculdade abordando o tema turismo utilizando a interatividade da tecnologia.

18.9.06

Um pouco de diversão, mas com interatividade.

Conversando na aula de Projeto com os meninos, surgiu o assunto "games e interatividade". Não me lembro bem como, mas dei o exemplo do jogo 007 contra goldeneye, porque eu achava ser interativo. Mas eu achava ser interativo, porque eu tinha varias opções de caminhos para chegar ao final da fase.
Foi aí que entrou o Marcelo. "Acho que não,pq você apenas deu opções de escolha para o jogador chegar ao final.Mas não mudou nada no jogo."

Aí fui mais além. Citei Gta."Mas e GTA? Vc pode fazer o cara ficar mais forte, fazer tatuagens, trocarde roupa... isso é interativo né?"

"Esses elementos ja estavam pré estabelecidos no jogo. A questão é se vc vai utiliza-los ou não. Se você pudesse inventar sua própria tatuagem, e fazer no seu personagem, ai sim penso que seria um pouco interativo."

Agora, tenho que concordar com ele. Não sou uma co-autora do jogo, quando roubo carros, ando de bicicleta ou faço uma tatuagem. Eu seria se pudesse ter a liberdade de criar algo. Deixar a minha marca.
Isso me levou a lembrar de outros jogos bem legais tambem. The sims, Counter Stryke, RollerCoaster, ZooTycoon, Rpgs.....Bem, todos esses onde você pode criar algo com a sua cara e jogar ao mesmo tempo. Aí eu linko com outro trecho da entrevista do Arlindo Machado:" Você não tem história nenhuma, mas você tem toda as possibilidades de acontecerem histórias. Você tem os personagens, você tem o (inaudível), você tem os cenários, você tem tudo que é preciso para construir uma história, mas ela não está construída, quer dizer, cada leitor, cada espectador que entrar vai escolher o set, vai escolher os personagens, vai escolher o entrecho e vai com isso construindo a narrativa possível. Se ele discordar do modo como as coisas estão caminhando, ele pode voltar atrás em qualquer ponto e reordenar as coisas de tal forma que a história possa caminhar para um outro lado diferente."

Bom, a intenção aqui deste post, é mostrar o quão confuso é essa tal interatividade. Pra vc ver que não estou mentindo, entra nesse link. É curtinho. Mas enquanto estiver lendo,lembre-se: "interativo é dar e receber".
http://pt.wikipedia.org/wiki/Esporte_Interativo

Ponto para este final.
Por Marina

BATE-cabeça-PAPO

Sexta-feira, numa troca de idéias e informações a respeito do tema, me surgiuuma duvida. Se a interatividade é uma troca de informações, uma mão dupla como disse a Leticia Senna, (bem, pra fazer um trabalho onde a interatividade é o diferencial, é preciso saber bem o que realmente ela é), algum sistema que forneça apenas o conhecimento ao recpetor mediante ao dado pelo gerador, pode ser chamado de interativo?Segue um trecho da conversa, que acredito que facilite na compreensão da minha dúvida..


" Nina - nao sei se isso é certo, mas eu penso que algo interativo, já que é na base da troca, pode ser algo que te dê de volta algo não necessariamente físico. Por exemplo, o conhecimento sobre certa historia. O que eu quero dizer é que assim, por exemplo um jogo um jogode computador. No caso age of mithology. Blz. eu vivo a historinha e tal, mas eu aprendo um pouco sobre a história dos vários povos do jogo, seu ídolos, crenças..e tal. . . e portanto isso torna o jogo interativo..... certo? Eu recebi algo em troca. Um conhecimento.


Rodolfo - acho que nao. Não deixa de ser, mas é uma forma bem leve. Interativo mesmo seria se vc pudesse definir esses ídolos, e crenças, e mudar toda a interface do jogo. Ele simplesmente ta te passando conhecimento, nesse caso, só o jogo que ta te dando informação, o certo seria vc fazer o mesmo. "


e aí, eu concordei mas meio que na base do "pode ser". Até que fuçando encontrei uma entrevista do Arlindo Machado com o seguinte trecho:
"Bom, de uma forma geral a gente chama de interatividade a possibilidade que tem o sistema de interagir com que entra dentro dele. É um sistema suficientemente aberto para que cada um que entra dentro dele se torne co-criador, um co-autor. Isso evidentemente o computador possibilitou grandemente do ponto de vista técnico, porque o computador permite que hoje você trabalhar com memórias não lineares, memórias que estão em estado de disponibilidade. Você pode por uma mensagem, uma história, uma narrativa, você pode por um conjunto de informações numa memória de computador de uma forma tal, que aquilo não está ainda, digamos assim, não é que não está organizado, mas não do ponto de vista de como você tem ler aquilo, o modo de como você vai entrar, vai mergulhar, vai navegar dentro desse mar de informação, depende do que você quer, depende da sua intenção, depende da sua formação, do seu passado e da sua história, não é?"


ponto para esse final.


link pra entrevista na integra: http://www.eca.usp.br/narrativas/intro/intro_por/narrativas/entrevistas/entrevista1.htm

Por Marina

17.9.06

Iniciando...

Esse blog será escrito por Marcelo Freitas, Marina Veloso e Rodolfo Melo, com a finalidade da troca de informações e composição do portfólio do TGI do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, do curso de Design Gráfico, tendo como tema o TURISMO.

Mas então, como começar? O início do blog, foi assim como o início do trabalho, antes de tudo, pensamos e pesquisamos, porém fomos surpreendidos com um tema diferente do que havíamos imaginado no princípio, então nada mais justo que colocarmos nossas idéias sendo mudadas desde então.

Abaixo segue texto que fizemos com base nisso, do começo de nossas idéias até o momento, e que já percebemos, irão mudar e tem mudado a cada nova informação que obtemos no dia-a-dia. Boa leitura e até o próximo post.


Nós do grupo tínhamos forte interesse por tecnologia e materiais gráficos focados em

vídeo; a idéia do projeto independente de qual fosse o tema, era analisar se havia possibilidade e como implantar o tema nesse projeto pensado; que consistia em algo que envolvesse projeções de vídeos em pontos da cidade de São Paulo, mostrando conteúdo cultural de alguma forma, focado mais na parte artística, mas fazendo isso através de animações gráficas. Com a notícia de que o tema proposto era o turismo, o grupo na tentativa de encaixar o tema no projeto, começou a pensar em possibilidades, chegando à utilização de terminais espalhados em pontos estratégicos da cidade, que talvez pudessem mostrar vídeos que trouxessem conhecimento de alguma forma, turístico, ou animações atrativas com conteúdos turísticos sobre o local que o terminal se encontraria; ou pensar uma forma desse projeto ser implantado em empresas de turismo, trazendo junto uma forma de tecnologia que mexesse com interatividade, pensando já em uma forma de atração que fugisse do jeito convencional que em visão dos integrantes do grupo, trata-se justamente de vídeos informacionais pouco estimulantes e atrativos sobre o local turístico e seu conteúdo histórico.

Depois do processo de reflexão, fomos caminhando para pontos como: se moramos todos no estado de São Paulo, logo, será mais acessível obter materiais que futuramente tenhamos que buscar; lembramos também que queríamos algo relacionado à tecnologia, um dos integrantes do grupo; Marcelo, numa das aulas chegou com a idéia de envolver a ligação que existe entre celular e seus considerados novos avanços com a junção da internet.

O integrante marcelo chegou com a reflexão que o celular está muito presente na vida das
pessoas hoje em dia, percebendo que esses novos avanços (ex: câmera, troca de mensagens, troca de conteúdos visuais, ligação com internet, downloads, sensores de movimento, etc...) e poderia ser algo mais explorado, envolvendo também a internet. Então, por que não envolver essa tecnologia para favorecer as informações turísticas?

Num certo ponto de reflexão do grupo, foi pensado que informações turísticas não estão só voltadas para o cadastramento de mapas, localização de endereços e históricos de cidades ou ambientes; mas também para a divulgação de eventos que acontecem na cidade, e tomando a noção de ponto turístico talvez de um local que seja considerado turístico por um certo grupo de pessoas, mostrando quem sabe, que se alguém tem uma opinião sobre um local (mostrando um tipo de importância independente dela ser vista como boa ou ruim), esse local pode ser visto por outros ou pelo mesmo como um ponto turístico ou um ponto de possível visitação de turistas.

Tendo essas reflexões sobre o local geográfico onde o projeto poderia ser implantado, e uma pequena visão dos aparatos tecnológicos que seriam usados; lembramos que procurávamos o interativo, algo que as pessoas participassem de alguma forma, sendo que nesse momento a noção do grupo ainda permanecia de que interatividade era somente participação; pensamos em como fazer que o acesso das opiniões de tornasse possível; pensando num sistema de troca dessas informações, levando como exemplo sites de downloads na internet, onde os receptores dos arquivos disponíveis deixam suas opiniões sobre a usabilidade do software, estimulando na próxima pessoa que precisasse do mesmo arquivo, o julgamento através das opiniões, para concluir se é de confiança ou conveniência o download deste arquivo.

Chegamos à idéia de utilizarmos terminais em vários lugares que funcionassem com um sistema virtual onde fosse possível ter acesso a informações turísticas, de uma forma que os usuários pudessem além de indicar e exporem suas opiniões sobre locais da cidade com a proposta de turismo, fazer também downloads e uploads das informações (sejam elas em forma de texto, vídeo, som, foto ou uma mescla), envolvendo a idéia de interatividade. E como solução de onde colocar os terminais, pensamos inicialmente no metrô de são paulo, utilizando o espaço em que os passageiros permanecem parados a espera do próximo trem; imaginando que é um bom ponto para acontecer as projeções que os terminais fariam, divulgando as informações, sendo possível ao usuário do metrô ver, se entreter, e decidir pegar ou não o conteúdo que é mostrado, ou ainda simplesmente ver como fonte de informação do que está acontecendo em eventos turísticos na cidade de São Paulo.

No primeiro atendimento em sala de aula para explicar a idéia ao professor, foi absorvida por ele como idéia viável, porém o discurso sobre interatividade era apenas um embrião do tema, pois deveria ser melhor trabalhado. Foi por ele indicada uma série de livros que abordavam o assunto.

Em seguida quando foi proposto o exercício para direcionar a pesquisa através de um recorte do tema foi sugerida a seguinte questão:

é possível favorecer a troca de informações turísticas através de um sistema virtual/digital envolvendo a tecnologia do celular e da internet funcionando através de terminais interligados que projetam essas informações?